STALKER- Sabor que Encanta - Cap- 10
No Bar do Metralha.
No final da tarde, conforme combinado, Jin Hoon entrou na lanchonete do 'Metralha', sentou próximo do balcão, ao lado do Song, que estava bebendo soju. Assim que se acomodou, fez o seu pedido.
— Metralha, me dá um café bem forte!
O dono do estabelecimento olhou para os dois desconfiado.
Song levantou a mão direita, tentando acalmar o dono.
— Está tudo bem! Não brigaremos hoje!
— Isso falaram na última vez, que tive que jogar os dois na rua! / retrucou o Metralha.
— Fizemos as pazes! Né, Jin!?
— Pode ficar tranquilo! Já estamos nos dando bem! Foi só um mal-entendido! / confirmou o detetive Lee.
— Espero que sim! Se brigarem aqui dentro novamente, proibirei a entrada dos dois! Nem separados, em horário diferente, vou querer ver os dois aqui! Ouviram?
— Acho que está levando a situação muito a sério!? Como um cliente pode ser proibido de entrar? Não tem como proibir!?
— Song, para de criar confusão!
Olhando para o dono, Jin Hoon pergunta.
— Quantas garrafas ele já bebeu?
— Com essa, é a quinta! -
Olhando com reprovação para Song, o detetive Lee o repreende.
— Como pode beber tanto antes da nossa reunião?
— Estou comemorando nossa reconciliação!
Ao ouvir o detetive Song, o detetive Lee deu um muxoxo reclamando.
— Falando assim, até parece que somos um casal!
Com cara de deboche, Song levanta a mão fazendo gesto negativo e fala para o Metralha.
— Nós não somos um casal! Não ligue para o que ele falou! Esse aqui é meu melhor amigo! Meu mestre e meu ídolo! Tudo que sei aprendi com ele!
Irritado, Jin Hoon pegou Song pela nuca, puxando-o, enquanto faz um novo pedido.
— Metralha! Por favor, duas canecas de café bem forte! Daquelas canecas grandes. Leva para a sala dos fundos! Ok?
O dono, um pouco a contragosto, concorda balançando a cabeça positivamente.
Foram se acomodando em uma mesa reservada em uma pequena sala. Geralmente usada por casais, para ficarem mais à vontade. Antes do desentendimento, Jin Hoon e Song se encontravam para jantar e conversarem sobre os crimes em que estavam trabalhando.
— Estou intrigado!? Você não?! / comenta Song, sentando.
— Estive pensando em todas as provas e não vejo outra conclusão! Se não há do Dr. Choi!
— Boto minha mão no fogo! Mas, acredito ser briga empresarial! Não vejo o judoca como pivô para uma intriga!? Ele não parece ser um alvo forte! Se aproveitaram dos participantes para destruir de vez a imagem da fábrica. Não acha? / comenta o detetive Song, convencido.
— Não podemos descartar nenhuma hipótese! Tudo tem que ser analisado! / fala Jin Hoon, com cautela.
— Você acha mesmo que escolheram o judoca a dedo? O alvo mais forte ali seria o Idol! Além de ser famoso, é filho do dono da fábrica!
Eles param de falar quando Metralha entra na sala e coloca as duas canecas de café na mesa. Jin Hoon faz um novo pedido.
— Por favor, poderia trazer duas refeições! Bateu a fome. E pode colocar tudo na minha conta!
— Já iria perguntar quem está pagando isso? Ah! Anoto as 5 garrafas de soju também? / pergonta o dono sem rodeios.
— Pode ser! Hoje eu pago!
O detetive Song sorriu para o amigo. Quando Metralha saiu, continuaram a conversa, de onde haviam parado.
— Sabe!? Foi ele que salvou a fábrica de ir à falência, ano passado? / comenta Jin Hoon.
— Viu!? Como eu falei! O judoca é carta fora do baralho! Fala, Song, certo de sua conclusão.
— Não podemos descartá-lo assim! Ele é sua responsabilidade! Investigue melhor os antecedentes do judoca.
— Não me mande o que fazer! Já não sou seu subordinado, faz anos!
— Sim! Aquele discurso lá atrás? Que sou seu ídolo e tudo que sabe aprendeu comigo? Ah?!
— Mas, você é convencido!? Mesmo sendo sua cria, eu também sei pensar! Você estava reclamando que pegou menos casos que eu! Pode ficar com o judoca! Já que quer tanto investigá-lo!?
— Só aceito se for dentro dos procedimentos legais!
— Tá bom! Você quer que eu escreva um documento passando o caso para você!? Eu faço.
— Vamos continuar o que é necessário!
O detetive Lee se aproxima mais da mesa e fala baixo.
- A isca, posso mandar para a mídia?
— Quer mesmo soltar a imagem do motoqueiro? O motoqueiro tem mais cara de culpado! Deve ter sido contratado? Desse jeito, vamos alvoroçar o formigueiro! E os verdadeiros mandantes, como sempre, saem ilesos!
— Não acredito! Ele deve ser um paparazzo! Por sair fugido do local, deve ter visto algo! Creio que ele vai nos dar a direção! Tenho certeza e concordo com você, que quem efetuou é profissional na área. Mas, vasculhei todas as fichas dos piores criminosos. Nada achei que ligasse! A maioria dos criminosos mais indicados de cometer esse crime, nem passaram perto do local, no dia!
— Pode ser de fora?! Um estrangeiro?! O que acha? / pergunta Song ao amigo com mais experiência.
— Para ter entrado e saído com tanta facilidade? Pode ser alguém ligado à produção da propaganda!
— Realmente! Entrou e saiu sem ser visto! Alguém que não chamou a atenção! Tem o guarda-costas extra? Esse também poderia ser uma isca? /
Lembrando, Song comenta.
— Esse fica para mais tarde! Eu aposto que foi ele! Esse, sim, é 'o contratado'! O autor do crime! Por isso, não pensei nele como isca.
— Mas, têm aquelas fãs malucas? A que entrou, sumiu? Ela é mágica? Será que está rolando alguma coisa de bruxaria?
O próprio Song ri de sua colocação. O amigo faz cara de irritado.
— A bebedeira ainda não passou? / após fazer cara feia, Jin Hoon continua. / — Você está certo? Não há vestígio de onde foi parar a fã que entrou? E as outras sumiram na multidão lá fora. Não tem como investigar, são muitas garotas, umas quinhentas! Todas com uniformes escolares e boné com a foto do beleza! Vai achar? Não tem como!
— Ele é um herói para o colégio! Viu o blog dele? Ou sua página social?
— Não!
O detetive Lee não gostava muito desse tipo de coisa. Suas ex-namoradas sempre realizavam algo para lhe prejudicar, postando conteúdos desagradáveis.
— Ele já se formou há anos no segundo grau! Mas tem vários seguidores! Dizem que a procura por vagas nessa escola aumentou depois que ele venceu o concurso musical. Ele nem prestou prova para nenhuma universidade! Nem concurso público! Sendo herdeiro da 'Sabor que Encanta'. Para que vai se preocupar com isso, não é mesmo?
— Parece que ele e o pai não se dão bem?! / justifica Jin Hoon.
— Isso é verdade! Até parece irônico, ele ter salvo a fábrica da falência?
Nesse momento, o dono do estabelecimento entra, trazendo na bandeja duas tigelas de sopa.
Os dois ficam saboreando o cheiro.
— Se o cheiro está bom! A sopa, como sempre, está divina! / falou Song, elogiando. / - Deus me livre de ser proibido de entrar aqui! Você exagerou na sua colocação!?
— Se comportando! Não tem como eu proibir! - Vão tomando a sopa, o restante fica pronto em 20 minutos. / falou o Metralha, se justificando.
Os amigos começam a se preparar para saborearem o jantar.
O homem de 30 anos, mais alto e encorpado que os detetives, saiu da saleta carregando a bandeja embaixo do braço esquerdo. O dono do local, nesse braço, tem uma tatuagem dos 'Irmãos Metralha' dos quadrinhos da Disney. No início, o Bar e Lanchonete era conhecido como 'Irmãos Metralha', como foi registrado. Com a morte de um e a ida do outro irmão para os Estados Unidos. O estabelecimento ficou com o mais novo. Park Jae Dong era conhecido como 'Metralha' por todos os clientes. Não só o apelido, também a sua aparência colocava medo. E, por incrível que pareça, mesmo o estabelecimento tendo o nome dos Bandidos dos quadrinhos. A maioria dos seus clientes eram policiais.
— Até agora não engoli! / com seu dedo direito colocado na garganta, Song comenta. / — Ele não deveria ter feito aquilo! Ele foi desrespeitoso com a lei! Imagina os comentários que tive que suportar?
— Não só você, como eu também fui jogado! E os comentários foram os mesmos para mim! Então, fique tranquilo!
— Mudando de assunto! Investigou a dona da revista? / perguntou o detetive Song, curioso com a história que ouviu da repórter.
— Não tive tempo para isso! Provavelmente é dessas metidas! Se essa Lee Da Yeon era repórter. Deve ter sido repreendida por mim, em algum momento. Tipo você, que não gosta de ser repreendido. Aí, leva a ferro e fogo.
Com cara feia, o detetive Song retruca.
— Que bom! Que só eu sou assim!
— Não falei? Já está chateado?!
— Como está o Bugui? Tenho certeza de que ele sentiu a minha falta?! / desconversando, Song pergunta.
— Só porque às vezes levava ele para passear, pensa que o Bugui deve morrer de amores por ti? Ele é temperamental! Não sente a minha falta! Vai sentir a sua? Brincadeira! O dono dele não é você! / fala Jin Hoon, irritado.
— Sinto pena do coitado! Sua casa não é grande o bastante para ele correr e brincar! Deveria dar-lhe para o filho do Seock! Ele cuida bem do Bugui!
— O Bugui foi presente da minha mãe! Como posso dar o presente da minha mãe para outra pessoa?! Quer que eu fique sem orelhas? Contudo, mês passado e todo esse mês, ele está indo para a unidade de treinamento. Já está obedecendo ordem, então futuramente pode até me ajudar, como farejador de entorpecentes.
— É tua cara! Colocar o coitado do cachorro para trabalhar!

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