STALKER - Sabor que Encanta. Capítulo - 5

 STALKER - Sabor que Encanta. Cap - 5











Palpites e Apostas.

O setor estava agitado, com uma folha de aposta circulando na mão de Hyun, anotando os palpites  dos policiais. Jin Ho estava voltando com o guarda de trânsito, e este fez questão de entrar na ampla sala separada com parede de madeira e vidro, para se despedir do Agente Seok. Sem cerimônia, entrou e diante dele se inclinou em sentido de despedida, dizendo.
— Já vou indo, senhor! Estou feliz por cumprir meu dever! Espero que meu depoimento seja útil para ajudar nas investigações. Obrigado!
Seok olhou com o rabo do olho para os companheiros, e todos estavam paralisados olhando a cena, o guardinha era mesmo um tremendo de um puxa-saco!  O Detetive Lee mediu o rapaz com sarcasmo. Mas mesmo assim queria tirar a dúvida que Seok lhe colocou.
— Você é o guarda que estava próximo ao local  do crime, não é?
— Sim, senhor!
— Além do motoqueiro, algo mais lhe chamou a atenção?
— Não, senhor! Tudo estava normal, dentro dos padrões de um evento como aquele. Só meia hora antes as coisas começaram a se agitar, com a chegada dos participantes. / falou o jovem se sentindo útil.
— Como era a chegada das jovens no local? Em grupos, individua? / interrogou o detetive Lee.
— A maioria vinha de ônibus, mas eram grupos grandes, entre 10 a 20 garotas. As que vinham de carro estavam com o limite permitido e deixavam o carro na primeira parte do estacionamento. Pois foram colocadas barreiras em um perímetro de cem metros dos estúdios. E outros, os pais, motoristas e táxis deixavam na rua principal.
— Seok me falou de você!
Seok ficou branco pensando que o amigo iria lhe dedurar, ou tirar uma onda com a sua cara. Estava se preparando para o pior. No entanto, o rapaz faz a inocente pergunta.
— Mas quem é o senhor? Desculpa, mas  não fomos apresentados!
— Eu sou o Detetive Lee Ji Hoon, o responsável pelo caso!
— Oh, meu Deus! Sou muito fã do senhor! O senhor está mudado? Não o reconheci! Sigo os seus casos! O Senhor é uma lenda no meu departamento! Todos nós temos o senhor como exemplo! Ficamos muito tristes quando aquele jornal e a revista não mencionaram o seu nome na maior operação de antinarcóticos do ano passado! / todos no departamento ficaram assustados com a colocação do idiota. Ele não deveria ter mencionado aquilo. Provavelmente o dia seria terrível no setor! Mas para o espanto de muitos. O detetive Lee suspirou como quem não deu importância.
— Sim, foi triste! Mas o assunto aqui é outro! Seok me falou que está muito preocupado com as vítimas?
— Ah, sim! Não só eu, como também alguns amigos! Gostaríamos de saber o estado delas! O boletim é o mesmo, não mostra mudanças!
— Sobre todas? Ou alguém específico?
Seok deu um suspiro de alívio, seu chefe era sarcástico e zombador. Não perdia tempo para pegar no seu pé, isso desde o ginásio.
— Os que estão na UTI!? Em específico, o judoca Yoo In-Soo!? Como está  a sua recuperação?
— Você o conhece? Ou é fã dele no esporte? Pelo que sei, ele estava afastado,  em disciplina. / pergunta o detetive curioso.
— Eu e alguns amigos da escola ficamos preocupados! Mesmo não sendo chegados, mesmo assim não desejamos o seu mal!
— Ele está na mesma! Nem um sinal de melhoras ainda! O boletim está certo! Mas a equipe médica está fazendo o seu melhor! Só esse?
— E o Kim Do Wan, como ele está? A mídia não fala do estado dele, só critica o coitado!   
O guarda mal acabou de falar, e o detetive Lee foi até a mesa da agente Park Hyun, pegou a ficha do Idol, abriu e deu uma boa olhada para confirmar, e interrogou o rapaz.
— Você perguntou sobre o “Queridinho das Mulheres” Não foi?
— Sim, o Do-Wan? Ele mesmo!
— Como sabe o nome verdadeiro dele? Se conhecem?
— Sim! Eu estudei com ele desde o primário! Em alguns anos na mesma sala! Somos conhecidos sim!
— Qual é o seu nome, filho?
— Eu me chamo Yeo Chang-Gu, senhor Lee!
— Está com tempo hoje? Poderia ficar mais um pouco para falar sobre o seu amigo?!
— Sim! Eu tirei o dia de folga para vir aqui! Estou à disposição da lei!
O Detetive Lee olhou para os seus subordinados e acrescentou.
— Rapazes, teremos uma longa conversa com o senhor Yeo. Todos para a sala de reunião. Um de  cada vez, juntavam as suas coisas e se dirigiam para a sala do fundo do setor, onde uma mesa retangular estava com as cadeiras distribuídas, de maneira que um lado da mesa não tinha cadeira, e de frente para ela estava o quadro com as fotos das vítimas e  o desenho do bostinha. Antes de Park Hyun ir para a sala de reunião, o Detetive Lee foi até ele e comentou no ouvido.
— Hyun, tira aquela bosta do quadro!
— Sim, senhor!
 O detetive vai até Seok e bate no seu ombro, um tanto amigável.
— Boa observação, Seok! Boa observação a sua! / depois, falando com o rapaz.
— Senhor Yeo, poderia nos acompanhar até a sala de reunião? O que tem para nos contar pode ser de extrema importância para a investigação! 
Tanto os agentes quanto o detetive apontam a direção. E o rapaz vai andando todo orgulhoso, em poder participar de algo que, para ele, é o máximo. Teria muito o que contar para os seus amigos no departamento de trânsito.
Na sala, o rapaz sentou bem no meio, onde todos poderiam vê-lo bem. No quadro, ele percebeu que todas as vítimas tinham nome e foto, só Kim Do-Wan estava sem foto. Também não era preciso, “pensou ele! Quem é que não o conhece?” . O detetive Lee começou.
— Senhor Yeo, queremos que relate como era, ou se ainda tem contato com o Sr. Kim, como é a sua personalidade? Seus defeitos, suas qualidades? Algum fato que pode ter acumulado inimigos?   Que eu lembro, há minutos atrás o senhor chamou ele de coitado?
— Sim! Ele sempre foi um zero à esquerda na escola. Suas notas eram péssimas no primário. Ele reprovou na primeira série. Quando eu entrei, ele era repetente!
— Tem certeza? Nós temos o histórico escolar dele! E suas notas são boas desde o primeiro ano.
— Ele sempre se deu bem na parte cultural, ele cantava desde o primário, decorava as músicas com facilidade. Por isso, o professor conseguiu que a primeira aluna da sala o ajudasse nas matérias em que ele ia mal. Que praticamente eram em todas. E desde que reprovou e estudou com a minha vizinha, suas notas melhoraram, e os dois não desgrudaram mais. As boas notas dele são devido à minha ex-vizinha. Que carregava ele nas costas.
— Quer dizer que esse histórico é uma tremenda farsa?
— As notas das matérias relacionadas à cultura e história podem ser reais. Ele, nas apresentações, sempre bolava algo com música e teatro. Assim, ele foi se tornando popular na escola. Além de encantar as garotas com músicas, com brincadeiras, palavras bonitas. Não bastava! Ele ganhava a simpatia delas oferecendo os retalhos de chocolates que sobravam. No início, eram só os retalhos. No ginásio, a confecção de chocolate artesanal da família cresceu ao ponto de abrirem uma fabriqueta. Aí, ele presenteava-as com bombons. Depois que construíram a tal grande fábrica tão conhecida, ele dava até caixas de bombons. 
— Mas essas notas são só devido à sua conhecida? Como ele conseguia persuadi-la. Uma garota que é a primeira da sala não pode ser idiota ao ponto de se vender por uma música, umas palavras agradáveis ou um chocolate! Não acha?
— No começo, era só ela! Muito pobre era a sua família, e quando ela começou a ajudar o Do-Wan, sua mãe começou a trabalhar na fábrica de chocolate e depois o seu irmão mais velho. Isso fez com que ela continuasse sempre ajudando-o. Era uma forma de pagamento   de favores, para a família dela que passava necessidades foi um bom negócio! – respirou fundo tentando lembrar de algo e continuou.
— Na escola do ginásio, outras 3 se juntaram a eles. Então, as 4 melhores da escola eram suas amigas, elas competiam entre si. Para ver quem ficava em primeiro lugar nas provas. Os cinco não se desgrudavam. Mas mesmo tendo elas como amigas, ele era legal com todos. Tanto rapazes como meninas. Já no ginásio, era conhecido como o” Queridinho das Mulheres”, as meninas procuravam-no sempre que precisavam de um favor. E às vezes, por causa delas, se metia em confusão. Principalmente por causa das 4 que aprontavam e jogavam a maioria da culpa nele. E ele aceitava. Pois suas notas dependiam delas!  
— Como o Sr. está relatando sua personalidade, tirando as notas. Era de um bom rapaz? / pergunta o detetive.
— Sim, ele era alegre! Prestativo, brincalhão,  mesmo não tendo muita inteligência, ele tentava ajudar no que podia. Ele só mudou o seu comportamento e sua personalidade no ensino médio! .

 

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