O Inesperado.
Após 3 dias.
Na segunda-feira Yeon estava se preparando para sair junto, com a cunha e com o sobrinho, acabaram de tomar o café da manhã, Yeon estava escovando o dente quando o seu celular tocou, ela fez sinal para sua cunhada atender. A cunhada ficou ansiosa, pois o número, mostrado na tela, era o da Empresa Química, depressa ela aceitou a ligação.
- Pois não?
Celular – É a senhorita Baek Yeon Na?
- Sim, é ela mesma.
Celular - Parabéns, você foi uma das 50 candidatas escolhidas para a entrevista.
- Para trabalhar na Park QO Empresa de Pesquisas Químicas?
- Ah, não senhorita! Esse telefone é da empresa. Mas, a seleção é para a vaga de babá. Aliás, as entrevistas serão realizadas hoje, a partir das 9 h, no pequeno auditório da empresa, é só se identificar no balcão de informações, que será encaminhada ao local.
- Ah, que susto! Pensei que tinha tirado a sorte grande. / Tae falou baixinho, olhando para Yeon, que estava vendo tudo, dentro do banheiro com a porta aberta. Ela até parou de escovar os dentes, quando ouviu sua cunhada falar na empresa Bio QO.
Celular – O que foi que a senhorita falou? Pode repetir? Eu não entendi!
- Nada! Só fiquei feliz em saber. Então, já estou indo para entrevista.
Tae, desliga o celular, e fala agitada, pegando tudo que era preciso.
- Se arrume logo. Você tem uma entrevista. Foi uma das selecionadas para a vaga de babá. O mais difícil aconteceu! Entre mil, você passou! Agora só falta vencer 49.
- Está falando sério? Eu passei mesmo? Meu Deus! Eles leram os meu xingamentos, agora querem me atrair com essa desculpa, só para me mandar para a cadeia por agressão verbal.
- Meus Deus! Você xingou tanto assim?
- Acho que sim! Caso contrário, eu não estaria sendo chamada!
- Talvez eles não levaram a sério o teu xingamento! Provavelmente as perguntas de conhecimentos gerais, foi o que te salvou! Pega a sua bolsa e vamos, você tem que estar, lá as 9 horas.
Yeon chegou as 8:30, no hall da empresa, encontrou mulheres aglomeradas diante do balcão de informações, e se juntou a elas. Uma jovem bem-vestida, com um uniforme elegante, e segurando uma prancheta e crachás, começou a chamar por nomes. Cada uma que era chamada, recebia um crachá de visitante, também um número. A jovem pediu para as mulheres que estavam com crachá, esperar em um outro local, mostrou uma porta. Era uma sala com poltronas, uma sala com umas 50 cadeiras, todas que chegavam recebiam um crachá e um número, por ondem de chegada. O número dela era 34. Yeon, logo lembrou o que sua cunhada falou sobre a numerologia do número 7, mas também lembrou, que se foi por sorte que ela passou na primeira seleção, agora iria ter que disputar a vaga, com as outras candidatas, que estavam no mesmo barco que ela. Muitas ali, a soma dos números dava 7, e até o número 7 estavam vibrando sorte.
Geralmente, ela sempre era reprovada na entrevista. Seu jeito inseguro, e suas explicações sobre suas experiências de trabalho, porque desistiu de faculdade, e porque que demorou para arrumar um emprego. Tudo aquilo deixava ela desconfortada. Demostrando que não era uma pessoa apta para a vaga.
Depois, de tanto espera, chegou a sua vez.
Na frente do auditório tinha uma tela, certamente para apresentações aos visitantes e estagiários. Entretanto, no canto da sala havia uma porta larga, as candidatas chamadas para entrevista, entravam e saiam por ela. Nenhuma saia com cara feliz.
Quando Yeon entrou na sala, havia uma cadeira no centro da sala e na frente dela uma bancada, com 5 entrevistadores. A mulher da ponta esquerda da bancada, se apresentou e apresentou os outros que a medida que eram citados, inclinavam a cabeça se apresentando. Yeon, também inclinou mostrando respeito.
- Bom dia, senhorita Baek Yeon Ha. Eu sou a senhora Jeong, a secretária da senhora Park Yejin, que é senhora da Mansão Park, ao meu lado está o Sr. Kim, o secretário do Sr. Park Tae-yang, o atual presidente das empresas Park. Ao seu lado é a Senhorita Kang, secretária da senhora Park Yuna. Ao seu lado está o Sr. Jung, que é o Mordomo-chefe da Mansão Park e a senhora Song, a Governanta-Chefe, também da mansão Park.
A secretária pegou o currículo e o questionário que estava na sua frente, ergueu na altura de seus olhos, depois abaixou colocando na bancada.
- A senhorita foi bem ousada nas suas respostas. Quer se retratar?
Yeon Na, pensou: 'Tô ferrada!'
- Como assim se retratar? Pedir desculpas? No início, não falaram para a gente ser sincera? Eu fui o mais sincera possível.
- Mas, uma resposta da senhorita, chamou o elaborador das perguntas de idiota.
- Tem certeza? Qual foi a pergunta, onde eu fui tão indelicada? / constrangida, Yeon, tentou parecer inocente.
- Você aceitaria de bom grado, receber mais trabalho, mesmo que não aumente o seu salário?
- E qual foi a minha resposta? / Yeon, com medo, perguntou.
- Não lembra?
- Ah senhora, foram tantas pergunta e tantas respostas, eu já estava cansada no momento, talvez escrevi coisas sem pensar direito.
- Deixe eu te lembrar. Sua resposta foi. Quem foi o idiota que fez essa pergunta? Claro que ninguém, recebe isso de bom grado. Entretanto, várias empresas exploram seus funcionários, e quando não precisam mais deles, os demitem, sem reconhecer o esforço que o funcionário fez, para se manter no emprego. Muitos aceitam, porque está difícil a oferta de emprego. Contudo, trabalham desanimados, e são poucos produtivos. Se a empresa não pode aumentar o salário, deveria pelo menos, oferecer um bônus como reconhecimento. Até um Zé ninguém, sem ter onde cair morto, gostaria que seu esforço fosse reconhecido pelo seu patrão. E se alguém nessa entrevista disser que sim, está mentindo, ou está desesperado pelo emprego, ou é um idiota, igual ao que fez essa pergunta.
A mulher magra, de 50 anos, franziu a testa, e com um dedo, empurrou os óculos, ajeitando eles mais próximos dos olhos, e interrogou.
- Senhorita Baek, o que tem a dizer sobre a sua resposta? Não acha um pouco agressiva?
- É, eu exagerei, escrevi desabafando, porque lembrei de alguns patrões que tive. Desculpe-me por transcrever no questionário as minhas frustrações. Geralmente eu não sou assim.
- Eu falei que essa pergunta era idiota. Mas, a senhora insistiu em deixar o questionário como estava. Apenas uma candidata foi sincera. Proponho tirar essa pergunta, dos nossos próximos questionários. / falou o secretário Kim. Yeon ficou encorajada, e balançava a cabeça concordando com tudo que ele falava.
A secretária olhou para o secretário, irritada ao perguntar.
- Quer dizer que você concorda com ela, que quem fez essa pergunta é um idiota?
- Não é bem isso que eu quis dizer! A pergunta é irrelevante, já que induz as pessoas a mentir.
- Senhorita Baek, diga sim ou não. Acha mesmo que quem escreveu essa pergunta é um idiota.
Yeon, pensou, e encorajada pela resposta do secretário. Resolveu ser sincera.
- Sim.
- Então, devemos tirar essa pergunta do questionário?
- Não precisam tirar, apenas justificar, se objetivo é saber se o funcionário é maleável, ao sistema da empresa.
- Então, como deveria ser a pergunta? / perguntou irritada a mulher.
- Se fosse eu perguntaria assim: num momento de crise na empresa, você aceitaria receber mais trabalho, sem aumento de salário?
- Acho que assim ficou melhor! / falou a secretária Kang.
- Ficou melhor, só que ainda prefiro retirar essa pergunta. / insistiu o secretário Kim.
- Mas, quem redigiu esse questionário? E quem revisou? Para deixar passar uma pergunta dessa? / resmungou Yeon, sem a intensão de ser ouvida.
- Quem redigiu fui eu, e quem revisou fui eu./ respondeu à secretária Jeong.
Yeon, começa a tossir e se mexer na cadeira, tentado pensar em uma desculpa. Percebeu que ela se empolgou demais, ao ser encorajada pelo comentário do secretário Kim.
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