Entre Amor, Ódio e Amor. capítulo 14

 


Capítulo 14 parte 1

   Por causa do incidente, a Anika e a tia resolveram voltar, e esperar notícias de sua mãe em casa.


   A noite o senhor Ozan ligou dizendo que sua mãe seria transferida para um hospital público, para despistar o Amir. Ele contou sobre o encontro do Amir com a sua mãe no hospital, e que Amir, tinha certeza que viu a senhora Esmeray, e que pediu para ele investigar sobre a mulher que ele viu naquele dia. Explicou que sua mãe fingiu estar com problemas mentais. Por isso, seria melhor deixar sua mãe nesse hospital público por enquanto, que não precisa se preocupar, pois o Tio de Ozan era vice-diretor, e iria cuidar bem de sua mãe. Ele passou o endereço do hospital, e pediu para não contarem nada para o Senhor Raif, sobre a internação do Amir. E que eles precisariam se encontrar para organizarem melhor os fatos e tomarem as medidas necessárias, e provavelmente, Anika deveria sair da construtora, evitando maiores problemas.

   Na segunda-feira, Ozan entrou na sala do Amir, olhando as horas, bocejou e falou, com cara de quem realmente passou a noite em claro.

- O que tem de tão importante, para me chamar tão cedo? Hoje, eu nem viria para a construtora, tenho negócios para resolver para o seu pai.

- É por causa dele que eu chamei! Ele me ligou ontem a noite, disse que, se eu não tenho notícias da Anika. Se o detetive que eu contratei é um incompetente, ele vai contratar outro detetive. O que você pensa sobre isso? / falou Amir preocupado.

- Acho que o seu pai está querendo complicar as coisas para o meu lado! / desabafou o senhor Ozan.

- Complicar para o seu lado? Para mim, isso sim! Não vai acreditar! Eu nem consegui dormir direito! / reclama Amir.

- Eu nem dormi! Está feliz? E quando iria pegar no sono, um desesperado me ligou, pedindo para eu estar aqui, antes da construtora abrir. / fala Ozan irritado.

- Ah, desculpa! Mas, estava ansioso para contar a ideia e para por o meu plano em prática.

- Você tem um plano? / pergunta Ozan espantado.

- Só fui dormir, depois que tive essa ideia.

- E qual é?

- Preciso que você me ajude, não precisa concordar. Eu já me decidi. Só, que você tem que me ajudar com o pai. Sei que vai ser trabalhoso, mas é a salvação.

   Ozan ficou confuso, e estava completamente curioso, qual seria o plano que Amir havia planejado.


   Nesse momento alguns funcionários estavam chegando, e também os estagiários. Anika não trabalha todas as manhãs, seu horário era flexível. Entretanto, naquele dia ela iria, acompanhar o engenheiro Kurt, na prefeitura. Portanto, chegou cedo para separar todos os projetos que ambos revisaram. Ela, sentou na sua pequena mesa, na ala principal da construtora. Estava estudando, dado tempo, esperando o engenheiro chegar.



   Na sala do presidente, Ozan se atreve a perguntar qual seria a grande ideia que Amir teve, ao ponto de fazer ele chegar tão cedo na construtora.

- Qual é o seu plano?

- Eu vou marcar um encontro entre o pai e a Anika.


Ozan ficou confuso.

- Vai contar a verdade? Vai levar o seu pai ao cemitério? / interrogou Ozan desacreditado.

    Nesse momento, Amir aperta o botão em sua mesa, e sua parede branca de vidro, se torna transparente. Amir fala, aponta para a mesa, onde Anika estava sentada.

- Vou Marcar um encontro com ela e o pai.


   Ozan ficou pálido, começou a suar frio. Como ele iria sair dessa confusão? Deveria contar todo o plano do senhor Raif? Estava criando coragem para pedir desculpas e esclarecer a situação. Amir, realmente tinha ligado os pontos. Antes de se entregar culpado, Amir contou seu plano.

- Sei que é loucura Ozan! Mas, decidi, levar a senhorita Enir, no lugar da Anika. Ela lembra bem, se AniKa estivesse viva, provavelmente, seria muito parecida com a senhorita Enir. Vou convencer ela se passar pela Anika, e além disso, vou pedir para ela desfazer o noivado. Mato dois coelhos em uma cajadada só! / falou Amir, tentando convencer o Ozan.


   Ozan não aguentou, e soltou uma gargalhada estridente. Com o vidro transparente, Amir pode ver, que o pessoal que estavam na ala principal, ouviram a gargalhada. Ozan, não aguentava, continuava rindo sem parar.


- Você tem ideia melhor? / perguntou Amir irritado com descaso do amigo.

- Que ideia maluca! Se me lembro! A Anika, pulava em você e no Munis, com unhas e dentes, quando vocês a provocavam. Era uma gata selvagem. Essa senhorita Enir, tem medo de tudo! Se eu bato o pé, ela sai correndo. Você pensa que vai convencer o seu pai?

- Ela era agressiva comigo, e as vezes com o Munis. Contudo, era um doce com o meu pai. A interesseira sabia mentir bem, que era educada.

- Tudo bem! Pela aparência, até poder ser, que convença o seu pai. Mas, como vai convencer a senhorita Enir, a fazer esse teatrinho?

- Pode deixar Ozan! Eu tenho um plano.

- Se você consegui convencer aquele bichinho assustado, eu ajudo você no que for preciso. Não acredito que nem dormi de preocupação, e que tive que vim tão cedo, para ouvir tanta asneira! E vou para casa dormir.

Ao sair, Ozan se encontra com Munis, que estava entrando na sala. Cumprimentou rindo, saiu fechando a porta.


- Por que ele está rindo desse jeito? / pergunta o primo curioso.

- Ele está zombando da minha ideia. Do plano que fiz,


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