Entre Amor, Ódio e Amor. capítulo 10

 


   Entre Amor, Ódio e Amor. Capítulo 10

   Quando Ozan, entrou na sala, viu Amir revirando os papeis, fotos e documentoa que o detetive deixou. Ambos os primos estavam abalados com as revelações. Munis, estava calmo, entretnto, pensativo, parecia fora de orbita, tentando aceitar os fatos.

   Ozan, se sentou na cadeira que o detetive estava, e falou firme.

- Amir, já pensou como vai dar essa notícia ao seu pai?

- O tio vai ficar arrasado! / comenta Munis, ainda pensativo.

- Não, não pensei.

- Aproveite, que ele está no hospital.  Assim, se ele ficar abalado. Terá o acompanhamento médico. Por sorte, que essa notícia, veio bem agora.

- Não! Eu não posso dar essa notícia a ele! Ele vai me culpar, como me culpa, pela morte do senhor Tailan!

   Ozan e Munis, se olharam confusos.

- Como assim? Nunca o seu pai lhe culpou por nada! Ele sabe muito bem, que foi um acidente! / explica Ozan um tanto preocupado.

- Ele nunca falou, nem vai falar! Mas, seu olhar para mim, indica que sofre, quando algo lembra o seu amigo. Seu olhos, lacrimejam. É claro, que ele me culpa. Se seu não tivesse, naquele dia fugido de casa, e o senhor Tailan, me seguido para me convencer voltar. Ele, ainda estaria vivo.

- E, provavelmente,  você estaria morto! Você, pensa que seu pai, estaria bem agora, com a sua morte?

Ele, é eternamente, grato ao senhor Tailan, por ele ter salva a sua vida. Se os olhos dele, se lacrimejam, é por emoção. O próprio senhor Tailan, disse antes de morrer, que não eramos, para guardar mágoa. Pois, ele fez o que achou melhor. E se tivesse que escolher novamente, entre a vida dele, e a sua. Ele escolheria te salvar.


    Munis, ao relembrar a cena no hospital, em que o pai de Anika, declara sua decisão. Começa a se emocionar, seu olhas, inchados, deixam lágrimas escorrerem com facilidade.

- isso é verdade! / concorda Munis, ao ouvir a explicação de Ozan.

- Se isso é verdade! Por que não me contou antes? Você sabe muito bem, que tenho sofrido, por isso! / pergunta Amir, para o primo.

- Naquela época, você estava em coma induzido. Tudo por causa da sua doença. O tio estava correndo, em busca de um doador. E nós, todos os nossos parentes, até o Senhor Taylan, a senhora Esmeray e Anika, estavamos orando por você.

- Por que não me contaram isso? / indaga, Amir inconformado.

- Não podia! Sua cirugia foi muito delicada. Os médicos não queriam que você sofresse emoções. Você não podia ter emoções fortes. Então, me foi proibido, falar com você, sobre qualquer assunto, que poderia te emocionar. E acabei esquecendo. Você sabe muito bem, que até hoje, evito de falar de assunto ruim com você.

- Isso, não é desculpa! Pois, todos esses anos, tenho sofrido carregando essa culpa. / comenta Amir, com voz amagurada.

   Ozan percebendo o transtorno de Amir, tenta ser direto.

- Precisamos, combinar uma maneira de contar ao seu pai a notíca da morte das duas.

- Não, não vou contar! É preferível que ele pense que elas estão desaparecidas e vivas. Do que sabe da morte terrível que tiveram!

- Vai esconder a verdade, do seu pai? / pergunta Ozan assustado.

- Vou! Vou esconder até ter coragem para contar! Querendo, ou não. Na morte das duas, eu tenho uma parcela de culpa! Fui eu que as expulsei do apartamento. Entretanto, ainda não sei aonde, elas gastaram todo o dinheiro que pegaram com o  pai. / comenta Amir, confuso.

- De quê dinheiro está falando? / pergunta Ozan curioso.

- Várias vezes, vi o  pai dar uma pequena maleta de dinheiro para a senhora Esmeray. Sabia que era dinheiro, pois, eu mesmo abrir uma vez, uma maleta, horas antes de elas visitarem ele na mansão. Que tantas dívidas, elas tinham para acabar com a fortuna que receberam do meu pai?

- Senhor Amir! Acho que cometeu um engano, ao julgar a senhora Esmeray. Ela nunca pediu dinheiro para ao seu pai, nem aceitou o dinheiro que seu pai lhe ofereceu. Todo dinheiro que seu pai, dava a ela, para ajuda-la, depois da morte do senhor Taylan. Nunca ela aceitou! Ela, apenas aceitou o apartamento, o qual seu pai comprou para elas. Infelizmente, ele não passou a escritura para o nome da senhora Esmeray. O senhor cometeu um erro, expulsando elas do apartamento. Deveria ter me cosultado na época. Eu sabia, da compra, e do desejo do seu pai, em ajudar a esposa e a filha do seu melhor amigo.

- Não é melhor acabar essa conversa por aqui? / fala Munis ainda abalado.

- Eu vou indo! Prometi almoçar com o seu pai, hoje no hospital. / comenta Ozan.

- Ozan! Por favor, não comete nada com meu pai, o que ouvimos do detetive.

- Vou esperar que você mesmo dê essa notícia a ele.

- Obrigado! Eu vou achar uma maneira de contar, sem causar tanto sofrimento.

Assim, que Ozan saiu, Amir começou andar pela sala, confuso e falando baixo, como se estivesse rezando. Estava tão confuso, que assustou Munis. Ele começou a afrouxar a gravata, e abriu dois botões de sua camisa. Seu rosto, ficou um tanto pálido, como aconteceu ao receber a notícia das mortes.

- Faz o favor, de sentar! Você está me assustando! / implora Munis, ao primo que não para no lugar.

Amir se sentou, na cadeira de frente para o primo.

- Munis, Tudo isso é culpa minha!

- Para de se culpar! O incêndio foi um acidente! Pelo que eu lembro das notícias.

- Mas, fui eu, quem as forçou a terem essa vida sofrida, e uma morte tão trágica!

- Vamos esquecer isso por hoje! Vamos nos acalmar. Precisamos ter muita calma, para saber como contar para o tio, sobre isso. / insiste Munis, em fazer seu primo se controlar.

- Não! Nunca irei contar para o meu pai sobre a morte delas! Já decidi! Irei mentir, que elas, saíram do país, e estão vivendo bem!

- Amir! Que absurdo!

- Conheço, como meu pai é! Ele vai se culpar, por não ter cumprido com a promessa que fez ao senhor Taylan, de cuidar delas. Todos esses anos, ela fala sobre essa promessa. Foi por isso que contratei um detetive, de tanto ele me perturbar com isso.

- Tem certeza, que esse é a melhor solução, mentir para o tio? E como vai convencer o Ozan?

- Falarei com ele, melhor sobre esse assunto. Convencerei ele concordar, com a minha decisão.

- Não sei, não! Sabe que ele não consegue esconder nada do tio!

- Sei, mas preciso ter uma idéia, algo bem convincente. Ele pode ser extremamente profissional, Entretanto, quando eu preciso de apoio, ele fica do meu. Eu só, preciso, mexer com sua estrutura emocional. Mesmo, tendo uma personalidade forte, e um ar sombrio. No fundo, Ozan é muito sentimental.

- Já é quase meio dia, quer almoçar comigo? Assim, podemos bolar junto um plano, para convencer o Ozan.

- Sim , Vamos para minha casa.

- Faz tempo que não passamos tempo juntos, e realmente preciso, me destrair! Quero parar de pensar nelas! Pode não parecer, mas, estou triste com as notícias.

- Preciso levar flores! Será que que tem identificação nos túmulos? / indaga, Munis duvidoso.

- Pelo que sei, todos os corpos, identificados, foram enterrados, primeiro, ficando na parte da frente, e os desconhecidos, foram enterrados nos fundos. / comenta Amir, o que ele leu nos jornais da época.

- Então. Amanhã vou no cemitério! Quer ir comigo?

- Não! Não pretendo me ferir mais. Já estou bem abalado. Temo que meu coração não aguente! Desde, a hora que o Sr. Besim começou a relatar os fatos, meu coração, começou bater mais forte. Agora, já passou um pouco. Penso, que já tive emoções demais por hoje. Pretendo, descansar.

- Por que não falou antes? Deveria, continuar os seus exames periódicos! O Dr. Nair frisou, que dever cuidar bem do seu coração. Isso, inclui os exames! Por que parou de fazer o acompanhamento, repente?

- Eu não preciso! Durante todo esse tempo, ele estava bem! Só, aconteceu duas vezes, de ele bater assim. Uma vez, foi quando conheci a senhorita Enir, pensei que era a Anika. E, hoje é a segunda vez.

- Como não precisa? Claro que tem que se preocupar.

- A Samia, disse, que não preciso me preocupara tanto! Que tenho muita saúde!

- Ela é médica, por acaso?

- Não vamos entrar em atrito! Vamos, almoçar? Estou, morrendo de fome!

- Vamos! Vai na frente, eu tenho que passar na minha sala. Encontro você na sua casa. Certo?

- Certo! Eu saio, assim que fazer uma ligação.

    Amir, saiu evitando os funcionários, pegou o elevador. Descendo, fixou o seu olhos na imagem dele, no espelho, nos fundo do elevador. Pensativo, começou lembrar, da imagem da Anika sempre atrevida, birrenta, entretanto, sempre sorridente. Lembrou, do que Ozan comentou, sobre ele ter julgado mal, a senhora Esmeray, Enfim, reviveu a cena, quando ele, pessoalmente, foi entragar o aviso do despejo. Anika, como sempre impulsiva, até ergueu, sua mão, para lhe agredir. Contudo, a dona Esmeray, a repreendeu. Comentando sobre a cirurgia, que ele não podia, sofre emoções. E, aceitou sair do apartamento em um mês. Isso, aconteceu, depois que seu pai teve AVC, e depois de um dele, proíbir a entrada delas na mansão.

    As lembranças, fez Amir se arrepender, do que fez, E Começou a chorar compussivavemte. Seu coração, batia forte, e muito rápido. Ao sair do levador, quase não conseguiu, ficou segurando na porta, impidindo que se fechasse. Tentou respirar fundo, e fazia com dificuldade, fez um esforço para chegar até o carro.

    Munis, estava esperando o elevador, e percebeu que este, ficou um bom tempo parado na garagem. Assim que ele voltou, Munis desceu, e ao sair do elevador, viu Amir, encrocado,  de frente na porta do seu carro, com as mãos erguidas, tentando se agarrar, para não cair.

Munis correu até ele, se ajoelha, segurando o Primo.

- Amir? Amir o que você Tem?

- Meu coração está doendo muito! Não consigo respirar, Munis! Me leva para o hostipal. Mas, não no hospital, onde está o meu pai!

- Você não está em condição de escolher! Esse hospital é o mais perto! E é lá, que está o seu médico!

Vamos, tente se lavantar! Ou quer que eu chamei uma ambulância?

- Me puxa! Eu consigo, me levantar.

    Munis, se levantou, puxando Amir, apoiou o braço dele, em seus ombros, deu a volta no carro, e colocou Amir, encostado no carro, enquanto o seu primo estava apoiado.  Ele, pegou as chaves, da mão de Amir, e abriu a porta do passageiro, colocando Amir, com cuidado, no banco, e passou o cinto de segurança. Munis fechou a porta, dando a volta, novamente, ele entrou no carro. Ligou o carro um pouco atrapalhado, e saiu da garagem do prédio da Construtora.

Seguiu para o hospital.  Amir, respirava fundo, seu rosto ficou branco, como neve. Munis, estava nervoso. Entretanto, tentou acalmar o primo.

- Agueta firme Amir! Em 5 minutos, chegaremos no hospital! / disse Munis, preocupado.



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