Entre Amor, Ódio e Amor. Capítulo 13


 

Capítulo 13. O Encontro coma a Mãe da Anika. 



   Amir, voltou ao centro de diagnostico, pois ainda faltava um exame, assim que concluiu, quando estava voltando para o seu quarto,  recebeu uma ligação de Ozan. Ficou em dúvida se atendia ou não. Deixou tocar até cair a ligação. Contudo, Ozan insistiu ligando novamente. Para evitar desconfiança, atendeu a ligação.

- Oi, que estranho ligar a essa hora. Aconteceu alguma coisa?

- Eu que pergunto! Aconteceu alguma coisa Amir? Não está na mansão! Preciso pegar algumas coisas para o seu pai. Não quero vasculhar o quarto dele, então achei melhor você pegar para mim.

- Não precisa de cerimônia Ozan! Você praticamente é da família! Entra, e pega o que ele quer.

- Mas, você onde está agora?

- Eu resolvi almoçar e jogar golfe com uns conhecidos. Já fazia tempo que eles me convidavam. E para espairecer resolvi aceitar o convite.

- Está com conhecido? Jogando golfe? Tem certeza?

- Sim, claro que sim! Por que eu mentiria para você? Sei, está espantado porque eu não sou sociável, nem gosto de jogar golfe. Não é? Mas, é só para aliviar o stress.

- Tenho certeza que está mentindo! Amir, é melhor abrir o jogo!

- Ozan, estou falando sério! Não é brincadeira, nem mentira! E, como sempre estou perdendo. Não jogo golfe, faz meses. Estou fora de forma!

- Senhor Amir! Deixa que ser hipócrita. Mentira tem pernas curtas!

- Ozan! Duvidando de mim? Por que motivo não acredita que estou jogando golfe, quer que eu chame um deles para confirmar?

    Amir, sabia que Ozan, não chegaria a esse ponto. Discreto como era, não aceitaria aquela situação.

- Então, quer dizer, que não é você, que está na minha frente, no corredor do hospital, conversando comigo ao celular. Quer que eu vá aí, te dar algumas dicas, para vencer os seus conhecidos?

    Amir, se virou devagar, pensando o quer dizer, para não criar alvoroço sobre a sua saúde. Vendo Ozan, parado a uns 20 metros, atrás dele, abanou dizendo ao celular.

- Ozan! Eu posso explicar! Eu tenho os meus motivos!

- É bom mesmo, me dar uma boa explicação! Mas, primeiramente, vamos sair do corredor, o seu pai vai fazer exames nesse setor. Provavelmente, o enfermeiro, já esta descendo com ele. Em que quarto está internado?

    Ozan, falava no celular, enquanto chegava mais perto dele. Amir, começou a suar, era vergonhoso ter sido pego mentindo. E o olhar do seu consultor era feroz, fazia Amir temer o pior. Amir desligou a chamada, e perguntou assim que Ozan ficou perto.

- Ele está vindo pra cá? Ele não pode me ver aqui!

- Claro que não, vamos pelas escadas. Para evitar de sermos vistos. - fala Ozan aconselhando.

- Sim, é no quarto andar. Vamos!



    Ao chegar no quarto, Ozan reparou na simplicidade. O que ele estava escondendo, para não ficar em uma ala mais requintada?

- É tão grava assim? Prá se esconder aqui? / pergunta o seu amigo.

- Não é nada de mais! Só os exames corriqueiros.

- Aqueles, que faz tempo, que você não faz? O que eu sempre te avisei? Quantas vez lhe pedir para cuidar bem da sua saúde. Isso, inclui os exames, que o Dr. Lair te recomendou. Por que é sempre tão teimoso! Olha no que deu! Vai contar, eu vou ter que perguntar direto com o médico?

- Ozan, o que faz aqui? Hoje é sábado! Não é o dia, exclusivo com sua namorada? Já passou o almoço. Você está no Hospital, todo esse tempo?

- Não, o seu pai me pediu um favor, sabe que não consigo negar. Almocei com ele, e fiquei de vim, mais tarde, para trazer o que ele me pediu.

- E o que fazia no centro de diagnostico? Por que estava lá? /  perguntou Amir curiosos.

- Fui checar uns documentos, algo estava errado, havia o pedido de vários exames. Entretanto, uns estavam com o sobrenome de outra pessoa. Tinham dois: um Raif Keskin, e outro Raif O. Keskin. Fui verificar se tinham errado o nome do seu pai. No entanto, foi escrito o nome do outro paciente errado. O outro paciente é Reif Osman Kiskin.

- Um hospital como esse, confundiu os pacientes?

- Foi uma novata, a coitada iniciou na quinta feira no hospital. Não, reclamei, nem quis levar a diante. Já que ficou tudo resolvido. Mas, não me enrola! O que você faz aqui Amir?

    Amir ia começar a falar, no entanto foi interrompido pelo Ozan.

- Amir, é bom falar a verdade. Saber que eu sei quando está mentindo, e posso confirmar com o seu médico o seu estado de saúde. Eu tenho o número do seu médico, tenho certeza, que se eu ligar e pedir, ele vai me dar o relatório completo.

- Ele não vai lhe dar nada, ele está numa conferência.

- Então, Amir  devo ligar para o Dr. Rui?

- Para com isso! Você me trata como criança! Eu vou contar tudo que aconteceu.

     Amir contou com detalhes tudo que aconteceu, depois que Ozan saiu da construtora. Ozan parecia preocupado, mesmo mantendo a calma. Depois de relatar tudo, Amir apelou ao amigo.

- Não conta nada para o pai. Por favor, fica com o bico calado.

- Claro que ele não pode saber disso. Nem vamos contar nada sobre a morte da senhorita Anika e da senhora Esmeray. Vamos manter sigilo, até chegar a hora certa de contar. Se de fato veio para no hospital por estar tão abalado, e assustado com a reação do seu pai. É melhor esquecer por um tempo esse assunto. Vou arrumar uma desculpa sobre o detetive. Vou dizer que o homem ainda não tem pista do paradeiro delas. Enquanto isso, trata da sua saúde.

   Amir, ficou completamente satisfeito. Aquela situação resolveu, sem nem um esforço, o que ele queria. Sem apelar, Ozan concordou em esconder os fatos sobres as mortes. No entanto, lembrou da senhora muito parecida com a senhora Esmeray.

- Ozan! Preciso te mostrar uma coisa. Vem comigo até a enfermaria.

- O que foi? O que tem na enfermaria, que não pode me contar aqui?

- É algo assustador! Seu te contar, não vai acreditar em mim. Você tem que ver com seus próprios olhos.

    Ao chegarem na ala da enfermaria, foram até a porta do quarto. Pelo pequeno vidro, Amir olhou no quarto procurando aquela senhora. Como não a viu, entrou e perguntou para primeira senhora deitada na cama próxima da porta.

- Boa tarde! Sabe para onde foi a senhora que estava naquela cama, a um tempo atrás?

- Boa tarde! Aquela senhora agitada?

- Sim.

- Uma enfermeira venho buscá-la. Parece que foi embora do hospital. Ouvi a enfermeira dizer que ela iria para casa.

- Não para casa dela. Parece que ela mora em um asilo, algo assim. / falou a paciente da cama ao lado.

- Sabe que asilo? Falaram o nome?

- Não moço. /  mesma  paciente respondeu.

- Amir, o que está acontecendo? Que história é essa? / pergunta Ozan peocupado.

- Obrigado senhoras .

     Amir fechou a porta, deu alguns passos ficando longe do quarto, e chamou Ozan para conversar.

- Ozan, você pode não acreditar em mim. Mas, hoje quando estava fazendo os meu exames, encontrei uma senhora muito parecida com a senhora Esmeray. Provavelmente, deve ser ela. Até tem cicatrizes de queimadoras.

- A senhora Esmeray? Tem certeza? Mas, o senhor Bensin, falou que as duas morreram! O nomes delas estavam na lista dos falecidos no incêndio.

- Deve ter tido algum engano.

- Se é ela? Ela te reconheceu?

- Esse deve ser o motivo do engano. Se é realmente a senhora Esmeray, ela está completamente louca. Está num estado lamentável. Senti pena dela. Ela, segurava um travesseiro, apertando nos braços, embalava como fosse uma criança. - / enquanto contava, Amir imitava os gestos da senhor da senhora Esmeray. Ozan, fez um grande esforço para segurar o riso.

- Está bem. Já entendi, é lamentável a situação dessa senhora. Então, o que você quer que eu faça?

- Você ouviu aquelas senhoras, dizendo que levaram ela para um asilo, ou casa de repouso. Quero que procure, encontre o local onde essa senhora está, quero vê-la de perto. Quero ter certeza, se realmente é a senhora Esmeray.

- E se for Amir, o que você vai fazer?

- Não posso deixa-la num lugar qualquer. Devo dar um tratamento adequado.

- Vai levá-la para a mansão?

- Claro que não! Vou cuidar para estar em uma casa de repouso com todo o conforto e ter o tratamento adequado, para curar a sua saúde mental. É o mínimo que devo fazer por ela.

- Tenho certeza?  Se o seu pai saber, vai querer, que ela fique na mansão.

- É por isso, que nós dois vamos guardar segredo sobre esse assunto. / Amir apelou  ao amigo.

- Senhor Amir! Se essa senhora, não for a senhora Esmeray, pra mim não tem problema. Contudo, caso seja a senhora Esmeray, eu não posso esconder esse fato do seu pai.

- Ozan, veja bem, se for a senhora Esmeray, ela segura aquele travesseiro, provavelmente, é porque sente a falta da Anika. Sua loucura, foi causada pela tragédia e pela perda da Anika. Se levarmos ela para a mansão, o pai vai saber da morte da Anika. Além de me culpar, vai ficar extremamente triste ao saber que Anika morreu naquela tragédia. Pense bem, Ozan!

- Amir, você sabe muito bem que eu não gosto de mentir... Para o seu pai. Entretanto, a situação é delicada. Vou fazer o que me pediu.

- Então, está decidido. Você procura por ela, e mantemos tudo em segredo. Agora vamos para o quarto, quero descansar um pouco.

    Amir, seguiu o corredor que dava a escadas. Ozan seguiu atrás dele pensativo. De tudo que conversaram, mais da metade, era tudo invenção. O senhor Raif, não pediu nada, nem iria fazer exames, muito menos existia um senhor Reif Osman Kiskin. Desde quando começou a trabalhar como senhor Raif, Ozan aprendeu improvisar histórias e mentiras. Para ele, mentir fazia parte do seu trabalho. Contudo, mentir para Amir, era um pouco constrangedor.

     Amir estava no celular, contando as novidades para o primo.

- Não precisamos nos preocupar, como dizem: tem males que vem para o bem. O Ozan aceitou manter segredo sobre os fatos. Ele ficou preocupado em dar a notícia para o pai, comigo nesse estado. Ele tem medo que a minha  arritmia  piore.

- E como foi os exames? Apareceu algum problema grave?

- Todos os exames deram normais, apenas o hemograma, indicou que o colesterol está um pouco alto. Nada alarmante. Só que devo ter cuidado na minha alimentação.

- Que bom que está tudo bem com o seu coração. Fiquei muito preocupado quando te vi caído na garagem. Nem dormir direito. Então, quando recebe alta, para eu ir te buscar?

- Não precisa vim, o Ozan frisou bem, que ele quer estar aqui para falar pessoalmente com o médico. O Dr. Lair, vem depois das quinze horas, só ele pode me dar alta. Ou o Dr. Rui por autorização dele.

- Se não deu nada de grave nos exames! Por que estão complicando?

- Eu sou paciente vip. E, claro que também vou receber uma mijada do médico, pois não estou fazendo meu exames e consultas periódicas.

- Bem feito, não foi por falta de avisos. Sua teimosia é assustadora. Uma mula, é mais flexível que você.

- Não vou ficar ouvindo bronca de um pirralho desmiolado! Você, não é perfeito, para me dar lição de moral. Até pensei em falar com você, sobre um assunto bem delicado. Mas, vejo que não posso confiar esse segredo contigo. Tchau.

    Amir sabia que Munis era curioso, e ao negar para ele um segredo, ele ficaria incomodado. Depois que desligou o celular, recebeu uma chamada do Munis, isso significava que o seu primo estava se retorcendo de curiosidade. Amir recusou a chamada e bloqueou o número, esse era o castigo por julgá-lo ser pior que uma mula.

    A senhora Esmerai, fez sua cirurgia as seis horas da manhã daquele domingo. Estava sedada, e seu celular ficou desligado por muito tempo. Anika, não conseguia se comunicar com a mãe. Apenas, conseguiu saber que a cirurgia foi bem-sucedida, que no momento que ligou para o hospital, sua mãe estava no setor de recuperação e assim que acordasse iria para o quarto. Então, ela e sua tia resolveram fazer uma visita.

   Anika e a tia estavam  perto do balcão de informações do hospital, queriam  receber permissão de  visitante. Quando, Anika  ouviu seu nome ser pronunciado, e reconheceu a voz. Aquela voz era do Amir. Anika ficou pálida de susto, suas pernas amoleceram e se apoiou  na sua tia. Sua tia não conhecia Amir, mas, concluiu que aquele jovem só poderia ser o filho, do gentil senhor Raif.

- Senhorita Enir? O que faz aqui? A senhorita està bem?

- Claro que não! Não está vendo que a minha filha está pálida? Ela passou mal e os paramédicos trouxeram ela para o hospital. Ela acabou de ser atendida, e agora estamos voltando para casa.

- Não pensei que morasse aqui por perto? / comenta o patrão.

- Não moramos por aqui, quem dera poder morar numa região tão nobre! Nós estávamos no Shopping aqui perto! / responde a senhora irritada. 

- Então, o que aconteceu? / perguntou Amir preocupado.

- Ela quase desmaiou! Não é por menos! Tudo, no Shopping está caro, pela hora da morte! É um roubo.

- Mãe, por favor! Não me envergonhe! Vamos embora! / falou Anika querendo evitar confusão.

- Posso dar uma carona, é só esperar um pouco.

- Mas quem é você? Para ter essa intimidade com a minha filha, oferecendo uma carona?

- Desculpe, deveria ter me apresentado. / explica Amir um tanto constragido por ter cido inconveniente.

- Mãe, esse senhor é o Senhor Amir Keskin. O presidente da construtora onde eu trabalho.

- Aquela construtora onde pagam uma mixaria para os estagiários! Tem cara de ser mesquinho! / fala a tia sem cerimônia.

- Nossa construtora, é a que melhor  paga os estagiários. / Amir ficou assustado com aquele comentário e tentou se retratar.

- Se pagasse tão bem, minha filha não teria passado mal, ao ver o valor do preço do aluguel de um vestido, para sua formatura! Um vestido meia boca, só para ela não passar vergonha na sua formatura, vamos ter que fazer no crédito em 12 vezes. O problema não é só esse, eles querem uma entrada para segurar o aluguel do vestido. Isso não é um roubo? / comenta a mulher com tanta naturalidade, que fez Amir se sentir mal.

- Mãe, esse assusto é para discutirmos lá em casa com o pai. O senhor Amir, não tem nada, haver com isso. Vamos para casa!

- Você trabalha como uma condenada naquele local, faz horas extras e não ganha nem um bônus, e ele não tem nada haver com isso?

    Amir estava completamente, desarmado diante daquela mulher. Ela falava olhando para ele, e seu olhos pareciam cheios de ódio e suas voz era amarga.

    A tia (irmã do senhor Tailan, pai da Anika) iria, continuar seu discurso, quando viu atrás do senhor Amir, o senhor Ozan, fuzilando ela com seu olhar. Portanto, achou melhor parar com as ofenças.

- Vamos filha. Vamos para casa!

- O que está acontecendo? Senhorita Enir, a senhorita está bem?

    Amir se vira e vê Ozan atrás dele. então conta o que aconteceu.

- Ah, Ozan, que bom que está aqui. A senhorita Enir passou mal, e foi atendida aqui no hospital. Podemos dar uma carona para ela e sua mãe?

- Sim, já dei baixa na sua internação. O senhor está liberado. Já podemos ir.

- Senhor Amir, o senhor estava internado? / perguntou Anika preocupada.

- Sim, mas não é nada grave. Vamos então?

- Não precisa se preocupar, senhor Amir Keskin. Nós somos pobres, mas podemos pagar um táxi. / responde a tia da Anika.

Então, a tia, puxa Anika pelo braço esquerdo dizendo.

- Vamos filha, vamos para casa, e deixa esse filhinho de papai ir para a mansão dele.

 elas já estavam na saída. quando, confuso Amir comenta com Ozan.

- Engraçado! Essa mulher me lembrou a Anika! A maneira de falar, de gesticular, de por as mãos na cintura e bater um dos pés no chão, mostrando estar com raiva. Tudo isso, a Anika fazia. Essa mulher parecer mais a mãe da Anika, e não da senhorita Enir, em contra partida. A senhora Esmeray, está mais para ser a mãe da senhorita Enir.   Ozan! Será que…

   Ozan estava pronto para inventar uma bela desculpa, ao perceber que Amir poderia desconfiar das coincidências.

- Será o que Amir?

- Será que a Anika e a senhorita Enir, elas foram trocadas na maternidade?

    Ozan não acreditou no que ouviu. Anika estava diante dele.  Ele, não conseguiu ligar, a senhora parecida com a senhora Esmeray, o encontro com a senhorita Enir, e sua suposta mãe, com um temperamento muito parecido com o da Anika. Isso aconteceu no mesmo hospital. Tudo apontava, que Anika e a senhorita Enir, eram a mesma pessoa. Amir era cego? Ou puramente ingênuo?

- Senhor Amir isso é impossível! Elas podem ser parecidas, entretanto, a senhorita Enir, é uma ano mais nova que a senhorita Anika. É impossível, trocar um bebê de um ano por um bebê de um mês.

- Ah! É mesmo! Esqueci desse detalhe! Vamos Ozan, quero aproveitar o que restou do meu domingo, para relaxar.




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