Entra Amor, Ódio e Amor. capítulo 11


 

Capítulo 11 - No Hospital.


    O Dr. Examinou seu paciente, por um bom tempo. Então, tirou as luvas e falou com ele.

- Já pode se levantar, vamos conversar.

    Amir se levantou da maca hospitalar, e se sentou ao lado de Munis, junto a mesa do médico.

- É grave Doutor? / pergunta Munis aflito.

    O médico balançou a cabeça negativamente. E pergunta ao paciente.

- Sr. Amir, ainda sente dores?

- Não, agora passou, tão rápido como começou!

- Pois, pelos exames que fiz, não há nada de errado com o seu coração! Pelo contrário, tudo parece bem. Só pode ter sido uma forte emoção, o seu estado emocional, abalou o seu coração! Como o Dr. Nair, está hoje numa conferência. Entrarei em contato com ele, amanhã, ela estará no hospital,  vou pediu para fazer alguns exames. Portanto, vou preencher a guia de internação. Passará um dia aqui, fazendo os exames. Então, com os exames, podemos ter certeza, que foi apenas um abalo emocional. Pelo que vejo, na sua ficha, o senhor, deixou de frequentar a seções de terapia. Talvez, deva voltar a se consultar com o seu psicólogo. Os sintomas que o senhor descreveu: um estresse, um choque emocional, até uma grande mágoa guardada, um desejo reprimido, frustração e decepção. São fatores, que podem abalar nossas estruturas, desencadeando dores, palpitações e até doenças mais graves. No seu caso, deve ter mais cuidado. Além, do exercício físico, boa alimentação, o lazer é muito importante. Tudo me indica, que tem trabalhado, além da conta.

- É preciso mesmo, eu passar a noite aqui?

- Sim, o Dr. Nair precisa vê-lo pessoalmente. E ver seus exames. Faz um tempinho, que o Sr, deixou de fazer os exames periódicos. Contudo, posso, colocá-lo internado, no quarto ao lado do seu pai.

- Não! Por favor, não quero incomodar o meu pai. Ele, ficará preocupado. Me coloca o mais longe dele, possível.

- Sim, só que será no quarto andar. Os quartos não são tão confortáveis, depois dessa ala, vem a enfermaria, onde eu não recomendo ficar, as camas são muito duras, tenho certeza, que não vai conseguir dormir. Não podemos sedá-lo, para o medicamento não interferir, nos resultados dos exames.

- Pode ser, tenho certeza que meu pai, não vai me encontrar. Não é costume dele, andar pelo hospital

- Assim, que estiver no quarto, alguns enfermeiros, irão coletar as amostras, e levá-lo aos setores específico, para fazer a tomografia, o eletrocardiograma e o ultrassom. Terá uma fim de tarde corrido. Mas, garanto que até as 20 horas, estará de volta ao seu quarto para descansar.

- Ele pode comer? Ele ainda não almoçou! / pergunta Munis, atencioso.

    O Médico olha no seu relógio de pulso, dá um leve sorriso, falando com Munis.

- Ainda, não fechou o horário de almoço no hospital, vou pedir uma refeição leve para ele, deve entregar esses documentos no setor de internação. Então, irão levado para o quarto. Vou pedir com urgência os exames de laboratório. Então, ele só pode comer, depois que o responsável, passar no quarto, coletando o sangue. Pode ser assim? / o médico entregou nas mão de Munis, os papéis. Depois se dirigiu ao paciente.

 - Senhor Amir, qual foi o horário da sua última refeição?

- Geralmente as 7 horas, tomo o meu café da manhã.

- Ah, seis horas de jejum, já está bom. Então, antes de sair do meu plantão, vou passar no quarto para vê-lo. Certo?

- Obrigado doutor! Disse Amir, preocupado.

    Munis, ajuda ele se levantar. E antes de saírem da sala, Munis agradece.

- Obrigado doutor!

    No corredor, Amir tenta se soltar do primo, que o segurava como uma criança debilitada.

- Me larga Munis, já estou bem! Posso andar normal!

- Tem certeza? Eu não me emcomodo em carregá-lo!

- Estou bem!

    Munis, larga o primo e caminha ao seu lado. Amir, de repente para falando.

- Munis! / Amir fala num tom abalado.

- O que foi? Você está bem? Voltou a dor? / Com rapidez, Munis volta 2 passos para trás, e pergunta assustado.

- O Ozan, não pode saber que estou no hospital. / Amir, recorda o que Ozan falou no escritório.

- Ah, / suspirou o primo aliviado. / - Pode deixar, eu não vou contar nada para ele. Também, é sábado, dificilmente, ele entre em contato no final de semana. Ele tem a namorada, para paparicar.

- Só que ele veio almoçar com o pai. Você vai sozinho fazer a internação. eu fico aqui te esperando. E cuidado, se encontrá-lo, não deixe ele te ver.

- Certo, vou resolver o mais rápido possível.

    Munis, desceu as escadas, e foi ao balção da recepção, pedir informações, enquanto a atendente, lhe orientava, ele ficava olhando atento em sua volta. Ela lhe indicou a porta, onde ficava o setor de internação. Tinha que voltar a metade do caminho, e antes das escadas, virar para esquerda. no momento que voltava,  abre a porda, de um dos 4 elevadores, e o Ozan sai, falando ao telefone. Munis, se abaixa, dando as costas, na direção de Ozan. Disfarçou, estar amarrando os cadarços dos seus sapatos, duas enfermeiras, que vinham de frente, começaram a olhar para ele de maneira estranha, pois os seus sapatos era de um modelo, que não tinham cadarços. Ao perceber seu erro, Munis, puxou o punho direito, do seu paletó, prendendo ele com seus dedos, na metade de sua mão, então começou a esfregar o sapato,  como se estivesse o limpando, mesmo assim, elas continuaram a estranhar sua atitude, pois, seus sapatos eram impecavelmente limpos e brilhantes.

    Nesse momento, Ozan em uma distância de uns 15 metros, passou, sem dar importância, as pessoas ao seu redor, seguiu o seu caminho, saindo do hospital, na direção do estacionamento lateral.

    Munis, se levantou e se dirigiu ao setor, entregando as guias de internação, depois um enfermeiro o acompanhou para encontrar se com o paciente. Amir ficou acomodado em um quarto, um tanto simples, entretanto, não reclamou do ambiente.

    Depois que trocou as suas roupas, sentou na cama com suas pernas esticadas. Para que Munis, pudesse ocupar a única poltrona que havia no quarto. Depois de alguns minutos, uma enfermeira veio coletar o seu sangue. E dez minutos depois, chegou no seu quarto, uma senhora encarregada da cozinha, deixando para ele um prato de sopa de legumes.

- Não acredito que vou só comer isso? / reclama o paciente, ao ver que o seu almoço era apenas uma porção.

- Está no hospital, e não em um restaurante! Quer comida A L’Carte?

- Tudo bem em ser só a sopa! Mas, poderiam pelo menos encher bem o prato, ou mandar uma sopeira, caso eu quisesse repetir!

- Eu acho que o médico ficou espantado! Você engordou 9 kilos, desde a última avaliação. Provavelmente, ele vai pedir para fazer uma dieta.

- Eu não estou gordo! Estou mais encorpado, mais musculoso.

- Eu não disse que você é gordo. Se está mais encorpado, ganhou mais massa, e mais peso. Será que isso é bom para você?

- Já que está só me censurando, poder ir embora. Munis, você deve estar com fome! Vai para casa almoçar.

- Eu almoço aqui perto, em uma hora eu volto.

- Não! Na certa a tia, vai ligar, querendo saber por onde anda. Vai pra casa e descansa. Amanhã eu pego um táxi.

- claro que não! Eu venho te buscar, é só me ligar. Não vou sair de casa amanhã, certo!

- Está bem.

    Munis, estava na porta quando lembrou.

- Vou ter que passar na construtora, se eu for com o seu carro para minha casa, vão desconfiar de algo.

- Bem lembrado. Estacione o meu carro bem nos fundos da garagem. .

- Tudo bem. Eu venho a noite te ver!

- Não! Não chame a atenção, haja normalmente. E tire essa expressão de preocupado da sua cara. Sobre os comentários do detetive, não deve falar com sua família. Não só o Ozan é fofoqueiro! Mas, a tua mãe também é!

- Deixa ela em paz, ela só gosta de saber da vida dos outros para ajudar, não faz por maldade.

- Uh, eu sei.

- Quer que eu te traga algo? Vai precisar de outra troca de roupa para amanhã? / pergunta Munis atencioso.

- Compre aqui perto, uma troca completa: cueca, calça, blusas, meias, e também escova e pasta de dente. Assim, não precisa voltar mais tarde.

- Então eu vou almoçar, depois faço as compras, e trago tudo isso, em uma hora e meia, no máximo. Então só volto amanhã, quando você me ligar.

- Munis, eu posso estar, fazendo algum exame. Então, caso não me encontre, não se preocupe. Deixe as compras no armário.

- Está bem Amir. Portanto, fique calmo e obedeça, os enfermeiros. Não fique assustado, essa internação é só para tirar dúvidas. Como o médico falou, seu coração está bem. / o primo sabia de todos os traumas que Amir tinha de hospital. Pois passou a maior parte da infância e adolescência, sendo internado por causa de sua doença.  Munis, falou tentando encorajá-lo.

- Eu agradeço. Realmente, além de primo, é o meu melhor amigo.






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